Os níveis crescentes de sedentarismo observados na espécie humana parecem desempenhar
um papel importante para a perda de desempenho orgânico. A grande maioria dos
estudos realizados nesta área nos leva a acreditar que a ausência de atividade
física gera um número bastante elevado de efeitos prejudiciais ao ser humano.
Meller e Mellerowicz (1987) apontam alguns destes efeitos, entre os quais
podemos destacar a atrofia muscular em virtude da inatividade, os vícios
incorretos de postura, o maior acúmulo de gordura corporal, a hipertensão
arterial, a diabetes e o envelhecimento físico precoce causado pela perda
funcional de alguns órgãos. Perante isto, podemos afirmar veementemente que a
qualidade de vida fica bastante comprometida em indivíduos de comportamento
sedentário. A prática da musculação no ambiente recreativo, em virtude do seu
componente lúdico, permite uma maior sensação de prazer durante sua realização,
auxiliando na transformação do exercício físico em hábito e estilo de vida. O
hábito se forma com a prática regular e prazerosa, provocando modificações
comportamentais que levam à incorporação do movimento em substituição ao
sedentarismo. Deste modo, as alterações fisiológicas provocadas pela
inatividade física são anuladas e o indivíduo tende a apresentar uma melhoria
orgânica que lhe garante a saúde e o bem estar.
Fonte: Artigo - Musculação e Qualidade de Vida
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